Delegado de polícia de Penápolis é preso durante ação policial


Ele é acusado de ter praticado crimes de peculato e corrupção ativa

21/11/2014 11:14 - Atualizado em 23/11/2014 16:49 | Por: Da Redação

Reprodução/Imagem da Internet

Delegado Nivaldo Martins Coelho foi preso hoje durante ação

O delegado de Penápolis Nivaldo Martins Coelho foi preso na manhã de hoje (21) durante operação feita pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Ele é acusado de ter praticado crimes de adulteração de sinal de veículo automotor, peculato (desvio de dinheiro público por servidor), corrupção passiva (suborno), falsidade ideológica (forjava depoimentos), violação de sigilo profissional (mantinha contato com criminosos), favorecimento pessoal (aproveitava a função para receber vantagens), advocacia administrativa (se aproveita de sua posição para defender interesses particulares) e formação de quadrilha.

Nove equipes da Corregedoria da Polícia Civil das cidades de São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e da capital paulista participaram da operação. Na ação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão.

Vários documentos foram recolhidos da sala onde o delegado trabalhava na Delegacia de Penápolis e em despachantes que atuam no município. Os investigadores foram também a Delegacia de Birigui, onde Nivaldo respondia como delegado titular.

As investigações vêm sendo feitas há quatro meses. Nivaldo, que já foi delegado titular de Penápolis e da 82ª Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), seria transferido ainda hoje para um presídio em São Paulo.

Segundo as investigações, o delegado mantinha contato com diversas pessoas com antecedentes criminais, como roubo e furto de veículos, tráfico de drogas e receptação. A informação foi dada por promotores durante entrevista coletiva nesta tarde.

De acordo com o promotor Marcelo Sorrentino Neira, o aprofundamento das investigações ocorreu após autorização para escuta telefônica. "Entendemos que, diante da condição de um dos investigados (delegado), a única forma que tínhamos de tornar claro tudo que ocorria era pela interceptação telefônica", afirmou.

Neira e outros promotores mencionaram que Nivaldo chegou a desconfiar que estava sendo investigado pelo Gaeco. "Nas ligações que interceptamos, ele disse para algumas pessoas que não acreditava estar sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil, mas sim por um grupo, citando o nome dos promotores", comentou Neira.

O promotor reforçou que, juntando essa situação com o fato de que as atividades ilícitas não cessavam, foi pedida a prisão temporária para a preservação da ordem pública e da integridade de todos os envolvidos. "Além disso, o delegado passou a adotar algumas cautelas. Nas conversas, ele começou a falar menos e marcar encontros pessoais. Isso era feito o dia inteiro, tendo como ponto as delegacias de Penápolis e Birigui, o Ciretran e o despachante", observou.

Com informações do jornal Folha da Região, de Araçatuba (SP)