Santópolis do Aguapeí - 1941: um pouco da nossa história


Economia do município gira em torno da agropecuária e pequenas empresas

07/05/2012 18:24 - Atualizado em 20/08/2017 18:46 | Por: Otávio Manhani

Otávio Manhani - Arquivo/Jornal Comunicativo

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Homens em lavoura de abóbora; ao fundo, gado pastando

A história se inicia no ano de 1941 com a fundação de um povoado pertencente ao distrito de Coroados, denominado de Gleba de Mil Alqueires. Fundada por Antonio Francisco dos Santos Junior e seu amigo, Inal Belo (1915-2009), a cidade de Santópolis do Aguapeí comemorou no dia 3 deste mês seu 71º aniversário de fundação.

Segundo dados históricos, o terreno de 2.600 alqueires, que pertencia a Toledo Pizza e Rosa Galvão, foi adquirido por Antonio Francisco dos Santos Junior. Naquela época, a região possuía colonos japoneses desde 1938.

Ao chegar à terra promissora, Santos Junior (como era conhecido) se deparou com muita mata e a maioria da população residia na zona rural. O processo de urbanização se iniciou com a derrubada da mata e a construção de um pequeno povoado.

Com a derrubada da mata, foram surgindo as primeiras casas, compostas por famílias japonesas, nortistas e nordestinas. Nascia, então, a Vila Mil Alqueires. Anos depois, o nome do vilarejo foi mudado para Santópolis em homenagem ao fundador, Antônio Francisco dos Santos Júnior, recebendo sua denominação atual, Santópolis do Aguapeí, ao ser elevado à condição de Distrito de Paz. O nome composto Aguapeí é em referência ao rio que faz divisa com o município. O Rio Aguapeí também é conhecido como Rio Feio.

Em 30 de dezembro de 1959, Santópolis do Aguapeí foi elevado à categoria de município. A emancipação política aconteceu no ano seguinte, tendo como primeiro prefeito Manoel Bento Neto.

A economia da cidade, atualmente com 4.223 habitantes (segundo Censo 2010), gira em torno da agropecuária e de algumas empresas que têm se instalado no município nos últimos anos. Na pecuária, a cidade hoje conta com um rebanho bovino de aproximadamente 7.200 animais, segundo dados da Casa da Agricultura.

Na agricultura, o projeto municipal Semeando Esperança, implantado em 2007, incentiva os produtores rurais do município. Atualmente sete famílias dividem uma área de quatro alqueires na produção de quiabo, e duas qualidades de abóbora (paulistinha e menina brasileira).

No projeto, a prefeitura disponibiliza os insumos necessários para a produção e sistema de irrigação. Na colheita, 70% da produção pertencem às famílias e outros 30% fica com a prefeitura para a manutenção do projeto, que fica localizado no bairro rural Jangadinha.

As famílias produtoras contam com o apoio técnico do engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura da cidade. Quanto à porcentagem da produção que é da prefeitura, a mesma é encaminhada à Cozinha Piloto do município.