Grupo que furtava energia elétrica na região de Araçatuba é preso


Polícia cumpriu 229 mandados na região, inclusive nas cidades de Bilac, Clementina e Piacatu

26/08/2017 18:22 - Atualizado em 13/09/2017 21:17 | Por: Otávio Manhani

Otávio Manhani/Jornal Comunicativo

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Mais de 70 pessoas foram presas em flagrante em cidades da região de Araçatuba sob a acusação de se beneficiarem de um esquema de furto de energia elétrica.

De acordo com a Polícia, o crime era praticado por três eletricistas, sendo um deles de Lins, onde a polícia apreendeu R$ 211 mil em dinheiro, montante que seria proveniente da ação criminosa, que é investigada há pelo menos seis meses.

Já os outros dois eletricistas que também foram presos preventivamente são de Birigui. Pai e filho são acusados de cometer as fraudes, enquanto que a esposa seria a gerente financeira do esquema criminoso, segundo as investigações.

A operação, batizada de Gato de Botas 2, foi deflagrada no dia 24 de julho pela Delegacia Seccional de Araçatuba para combater furtos de energia elétrica. Somente no primeiro dia da operação, 34 pessoas foram presas.

De acordo com a polícia, foram cumpridos 229 mandados de busca e apreensão em cidades da região, entre elas Andradina, Araçatuba, Avanhandava, Barbosa, Bilac, Birigui, Clementina, Coroados, Glicério, Ilha Solteira, Penápolis e Piacatu.

Em todos os endereços, os policiais eram acompanhados de equipes técnicas da CPFL Paulista. O Instituto de Criminalística também enviava profissionais para realizar perícia quando constatada a irregularidade.

Os casos foram registrados como furto qualificado, que prevê pena de até oito de cadeia. No entanto, os acusados pagaram fiança após serem apresentados em audiência de custódia no Fórum de Araçatuba. Eles responderão ao processo em liberdade.

Segundo informou a Polícia Civil, os presos acusados de fraudar o medidor de energia de centenas de imóveis na região - entre residências e prédios comerciais - cobravam 15% do valor economizado. A estimativa é que apenas 20% do total de energia consumida era efetivamente registrada pelos relógios que foram adulterados.

A polícia descobriu que o esquema funcionou por seis anos e era realizado pelos eletricistas apenas por encomenda, para manter o sigilo.