Após oito mandatos consecutivos, Roquinho não se reelege deputado


Na região, mesmo sendo o mais votado, votação foi menor que em 2018

02/10/2022 20:22 - Atualizado em 28/07/2025 15:02 | Por: Otávio Manhani

Otávio Manhani - Arquivo/Jornal Comunicativo

Deputado estadual Roquinho, em evento em 2015

Deputado estadual por oito mandatos consecutivos, Roque Barbiere, o Roquinho (Avante), não conseguiu reeleger-se no pleito de hoje (2), deixando a região de Araçatuba sem um representante na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) a partir do ano que vem.

De acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Roquinho obteve 29.339 votos, ante 70.076 votos recebidos na eleição de 2018, ou seja; uma votação 58% menor em comparação com o pleito anterior, que corresponde a uma perda de 40.737 votos.

Entre os municípios da área de atuação do Comunicativo, Roquinho foi o mais votado. Porém, em comparação a eleição anterior, o parlamentar viu sua votação cair pela metade em três municípios: Bilac (854 ante 2.004 votos), Clementina (749 ante 2.092 votos) e Piacatu (649 ante 1.387 votos).

Na cidade de Gabriel Monteiro, a queda na votação foi menor (803 ante 969 votos). Já em Santópolis do Aguapeí, o deputado registrou uma votação 2% maior (324 ante 290 votos). Em 2018, Roquinho foi o terceiro deputado estadual mais votado em Santópolis do Aguapeí.

Conforme dados do TSE, dos 94 deputados estaduais que compõem a Alesp, 55 foram reeleitos, 32 assumirão pela primeira vez uma cadeira e outros sete já exerceram o cargo em legislaturas anteriores e deverão cumprir mandato de quatro anos.

TRAJETÓRIA POLÍTICA

Além de ser o único deputado estadual da história da Alesp com oito mandatos ininterruptos, Roquinho exerceu cargos políticos anteriormente. Natural da cidade de Coroados, Roquinho iniciou sua carreira política na cidade vizinha de Birigui, onde foi vereador de 1983 a 1988.

Roquinho também foi vice-prefeito de Birigui juntamente com o prefeito Pedro Marin Berbel, o Pedrão (1919-1998), que governou a cidade entre 1989 a 1992. Além de político, Roquinho já trabalhou como sapateiro, açougueiro, bancário e corretor de imóveis.